O compromisso da CAIXA com os valores culturais do país resulta da própria longevidade de uma instituição. Nascida no período Imperial, conheceu a República a partir dos seus primeiros momentos e vem até os nossos dias acompanhando todos os passos da evolução nacional.
Grande incentivadora da arte, além de dispor de espaços culturais próprios, a CAIXA investe em espetáculos com valor reconhecido pelo público e/ou pela crítica especializada, principalmente aqueles que tenham identidade com a finalidade social da empresa.
Criado em 1980, o Conjunto Cultural da CAIXA tem como objetivo preservar a história da instituição e promover, apoiar e divulgar as manifestações artísticas e culturais nas mais variadas formas de expressão, como teatro, dança, música, literatura, fotografia e artes plásticas.
Hoje a CAIXA abre suas galerias e teatros para exposições e espetáculos de valores nacionais e internacionais, reafirmando, assim, sua posição no cenário artístico nacional como instituição propiciadora de espaços voltados para a discussão de questões pertinentes à atualidade, estimulando a pesquisa e o desenvolvimento artístico do país.
Os espaços culturais da CAIXA - teatros, galerias de arte e museus - estão localizados em Brasília, Curitiba, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
Acervo Artístico
A CAIXA tem uma das mais completas coleções de obras de arte e documentos que retratam as atividades econômico-financeiras do país.
O acervo artístico foi constituído a partir de 1968. Nessa época, a CAIXA encontrou uma forma criativa de divulgar as artes plásticas brasileiras, contratando diversos artistas para ilustrar os bilhetes da Loteria Federal com temas alusivos à Inconfidência Mineira, Independência, Natal, Carnaval e São João. A iniciativa deu origem à primeira coleção, composta por 86 obras assinadas por artistas consagrados. Com a incorporação do ex-BNH, a empresa herdou outras obras que retratam os problemas sociais do país, como as necessidades de moradia, saúde e trabalho.
Em 1987, quando Brasília foi elevada à condição de Patrimônio Cultural da Humanidade, a CAIXA prestou sua homenagem à cidade, convidando diversos artistas a pintá-la. Nasceram, então, 60 obras que foram incorporadas ao acervo, perpetuando esse momento histórico da Capital Federal. Dentre os nomes que ilustram esse acervo estão Anita Malfati, Di Cavalcanti, Carlos Scliar, Alfredo Volpi, Antônio Bandeira, Alberto Guignard, Francisco Rebolo, Djanira, Antonio Poteiro, Manabu Mabe e Milton Dacosta.
Com o objetivo de divulgar as artes plásticas às diversas camadas da população brasileira, que normalmente não têm acesso às grandes obras de artistas famosos, a CAIXA montou exposições itinerantes monitoradas, com as principais obras de seu acervo, que vêm sendo apresentadas em suas galerias e espaços públicos em todos os estados brasileiros, com visitação aberta e gratuita, contribuindo para a disseminação da cultura nacional.
Acervo Histórico
O Museu da CAIXA possui um grande número de peças e documentos que retratam a história do Brasil. São mais de seis mil peças antigas relacionadas à trajetória da empresa e do próprio país, expostas nos museus, em seus espaços culturais em Brasília, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
Nesses espaços, o público pode apreciar, por exemplo, cadernetas de poupança de escravos que depositavam seus recursos na Caixa Econômica e Monte Socorro, com o objetivo de comprar a carta de alforria, além de diversas peças relacionadas à extração do ouro e às Loterias, documentos históricos e mobiliários de época, entre outros.
Vale destacar, ainda, o papel turístico que o Conjunto Cultural da CAIXA assumiu no roteiro cultural dessas cidades, recebendo visitantes durante todo o ano e resgatando, assim, a importância da CAIXA na história do Brasil.
O Conjunto Cultural da CAIXA, em Brasília, desenvolveu o Projeto Museu Vivo, em parceria com o Grupo de Teatro Piramundo, que consiste na apresentação do espetáculo "Caixa de Surpresas" e visitas monitoradas ao museu e às galerias, proporcionando aos estudantes um aprendizado sobre a história da CAIXA, contextualizada à História do Brasil, além da oportunidade de uma vivência artístico-cultural.